{"id":2440,"date":"2025-02-25T18:31:28","date_gmt":"2025-02-25T21:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiavilaoperaria.org.br\/portal\/?p=2440"},"modified":"2025-02-25T18:31:28","modified_gmt":"2025-02-25T21:31:28","slug":"a-palavra-de-deus-na-fala-e-na-voz-do-sacerdote-uma-reflexao-acerca-da-homilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiavilaoperaria.org.br\/portal\/a-palavra-de-deus-na-fala-e-na-voz-do-sacerdote-uma-reflexao-acerca-da-homilia\/","title":{"rendered":"A PALAVRA DE DEUS NA FALA E NA VOZ DO SACERDOTE: uma reflex\u00e3o acerca da homilia"},"content":{"rendered":"<p><strong>ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE LITURGIA MONS. LU\u00cdS SOARES DE MELO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>SONIA MARIA GOMES LIMA<\/strong><\/p>\n<p><strong>A PALAVRA DE DEUS NA FALA E NA VOZ DO SACERDOTE: uma reflex\u00e3o acerca da homilia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso apresentado como requisito parcial \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo especialista em Liturgia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Sonia Maria Gomes Lima<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Rodrigues Neto<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>Este artigo busca analisar o processo de comunica\u00e7\u00e3o durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na orat\u00f3ria do sacerdote ao proferir seu serm\u00e3o que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interfer\u00eancias mais recorrentes na orat\u00f3ria do sacerdote durante a homilia na Santa Missa? Seguindo as contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de pensadores que discutem tanto a filosofia da religi\u00e3o quanto a ci\u00eancia da linguagem e da voz\/fala, \u00a0fez-se poss\u00edvel chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que a maioria das altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala que comprometem a compreens\u00e3o da mensagem que o sacerdote est\u00e1 proclamando correspondem \u00e0 incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3ria, que \u00e9 o desequil\u00edbrio do fluxo a\u00e9reo entre a voz e a fala, \u00a0pobre entona\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, baixa proje\u00e7\u00e3o vocal, \u00e9 a forma como o som se dissipa na sua intensidade no ambiente,\u00a0\u00a0 e inexpressividade facial. Tais problemas decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequ\u00eancia da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados m\u00ednimos com a voz.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> processo de comunica\u00e7\u00e3o; voz; homilia; sacerdote.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMEN<\/strong><\/p>\n<p>Este art\u00edculo busca analizar el proceso comunicativo durante la homil\u00eda en la Santa Misa. Para ello, se centr\u00f3 en la oratoria del sacerdote al pronunciar su serm\u00f3n referente a la ense\u00f1anza de la Palabra de Dios. El estudio se bas\u00f3 en la siguiente pregunta: \u00bfcu\u00e1les son las interferencias m\u00e1s frecuentes en la oratoria del sacerdote durante la homil\u00eda en la Santa Misa? Siguiendo los aportes te\u00f3ricos de pensadores que discuten tanto sobre la filosof\u00eda de la religi\u00f3n como sobre la ciencia del lenguaje y la voz\/habla, se pudo llegar a la conclusi\u00f3n de que la mayor\u00eda de los cambios vocales y del habla que comprometen la comprensi\u00f3n del mensaje que el sacerdote est\u00e1 proclamando Corresponden a descoordinaci\u00f3n neumofonoarticulatoria, que es el desequilibrio del flujo de aire entre la voz y el habla, mala entonaci\u00f3n, articulaci\u00f3n imprecisa, baja proyecci\u00f3n vocal, es la forma en que el sonido se disipa en su intensidad en el ambiente, e inexpresi\u00f3n facial. Estos problemas surgen principalmente del descuido con la voz, consecuencia del desconocimiento del sacerdote sobre la necesidad de un cuidado m\u00ednimo con la voz.<\/p>\n<p><strong>Palabras clave:<\/strong> proceso de comunicaci\u00f3n; voz; homil\u00eda; sacerdote.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p>O estudo surge a partir da inquieta\u00e7\u00e3o de contribuir com o ensinamento da Palavra de Deus durante a homilia na Santa Missa. No entanto, o cuidado a que este artigo prop\u00f5e tem como destinat\u00e1rio o sacerdote, quanto ao seu momento de proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Busca-se aqui elucidar a import\u00e2ncia da homilia na vida do fiel para o seu processo de crescimento espiritual. Para tanto, discorre-se acerca do ensinamento da Sagrada Escritura na Santa Missa, perpassando pela import\u00e2ncia da homilia para o fiel, bem como o ensinamento da Sagrada Escritura por meio do processo de comunica\u00e7\u00e3o que tem como ferramenta a voz e fala do sacerdote.<\/p>\n<p>Aponta-se, neste estudo, que durante o processo de comunica\u00e7\u00e3o na homilia da Santa Missa, podem surgir algumas altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala que comprometem a compreens\u00e3o daquilo que est\u00e1 sendo ensinado a partir da orat\u00f3ria do sacerdote.<\/p>\n<p>Diante do exposto, busca-se analisar o processo de comunica\u00e7\u00e3o durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na orat\u00f3ria do sacerdote ao proferir seu serm\u00e3o que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interfer\u00eancias mais recorrentes na orat\u00f3ria do sacerdote durante a homilia na Santa Missa?<\/p>\n<p>A partir das contribui\u00e7\u00f5es da filosofia da religi\u00e3o e da ci\u00eancia da linguagem acerca do processo de comunica\u00e7\u00e3o desenhado por Jakobson, e de alguns estudiosos de voz e fala, fez-se um apanhado sobre a import\u00e2ncia da homilia no processo de forma\u00e7\u00e3o da vida espiritual do fiel, bem como de como se constitui o processo de comunica\u00e7\u00e3o durante a homilia na Santa Missa.<\/p>\n<p>Com este estudo, faz-se poss\u00edvel apontar que a maioria das altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala que comprometem a compreens\u00e3o da mensagem que o sacerdote est\u00e1 proferindo correspondem \u00e0 incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3rio, pobre entona\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, baixa proje\u00e7\u00e3o vocal e inexpressividade facial. Tais problemas decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequ\u00eancia da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados m\u00ednimos com a voz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O ENSINO DA SAGRADA ESCRITURA NA SANTA MISSA <\/strong><\/p>\n<p>A Sagrada Escritura, a B\u00edblia, \u00e9 um dos pilares que sustenta a vida espiritual do homem, uma vez que \u00e9 por meio dos textos b\u00edblicos que o homem alimenta o esp\u00edrito, sendo este o respons\u00e1vel por potencializar a f\u00e9, e somente pela f\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel compreender o sacrif\u00edcio da Santa Eucaristia, onde o Cristo se oferece,\u00a0 e\u00a0 se d\u00e1 totalmente\u00a0 como salva\u00e7\u00e3o do mundo. Na celebra\u00e7\u00e3o da Santa Missa, na qual \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o sagrada por excel\u00eancia, cuja efic\u00e1cia nenhuma outra a\u00e7\u00e3o na Igreja igualar\u00e1 (SC n.27), porque t\u00e3o somente na Santa Missa se celebra o mist\u00e9rio pascal de Jesus Cristo, e o ensino da Palavra de Deus que se d\u00e1 por meio do discurso proferido pelo sacerdote e por meio de toda a simbologia que permeia o encontro.<\/p>\n<p>No entanto, na lateral do altar, apresenta-se uma mesa, a qual simboliza a palavra divina. A mesa que det\u00e9m a Palavra de Deus elucida o discurso de que a Sagrada Escritura, isto \u00e9, a B\u00edblia, \u00e9 uma refer\u00eancia de destaque e mais que substancial para uma vida espiritual vigorosa.<\/p>\n<p>Segundo a <em>Dei Verbum<\/em>, a B\u00edblia traz consigo a plenitude de sua dignidade. De acordo com o documento,<\/p>\n<p>A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como o pr\u00f3prio Corpo do Senhor; sobretudo na Sagrada Liturgia, nunca deixou de receber o P\u00e3o da vida tanto da mesa da Palavra de Deus como [da mesa] do corpo de Cristo, para oferec\u00ea-lo aos fi\u00e9is (Dei Verbum, n. 21).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pode-se perceber que a <em>Dei Verbum<\/em> faz uma declara\u00e7\u00e3o ousada endere\u00e7ada aos padr\u00f5es cat\u00f3lico-romanos ao afirmar que a Palavra de Deus se faz t\u00e3o vener\u00e1vel quanto o Corpo Eucar\u00edstico de Cristo. Portanto, cabe os fi\u00e9is vener\u00e1-la de igual modo como veneram o Senhor, porque \u00e9 atrav\u00e9s da Palavra de Deus que o homem conhece Jesus Cristo e pode suscitar a transforma\u00e7\u00e3o para o caminho da convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Hebreus<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong><sup>[4]<\/sup><\/strong><\/a><strong>,<\/strong> cap. 4, vers. 12, tem-se a proposi\u00e7\u00e3o da Sagrada Escritura como viva e eficaz. Por sua vez, tanto em Atos<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong><sup>[5]<\/sup><\/strong><\/a> cap. 20, vers. 32 como em Tessalonicenses<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, 2, vers. 13, observa-se que a Palavra de Deus edifica o homem, de modo que seja oferecido a ele a heran\u00e7a, tornando-o santificado.<\/p>\n<p>Na Mesa da Palavra, apresenta-se um discurso que reflete um di\u00e1logo em que Deus fala ao homem e ele escuta. Durante os ritos da Santa Missa, quando a Palavra de Deus \u00e9 proclamada, Deus expressa o seu amor, concede a salva\u00e7\u00e3o ao homem, de modo que passa a o guiar por um caminho permeado de felicidade plena.<\/p>\n<p>Por sua vez, quando o homem escuta e internaliza a Palavra de Deus, deixa de lado uma postura de passividade e descompromisso, de modo que o fiel passa a praticar o que a Sagrada Escritura ensina. Os ensinamentos b\u00edblicos passam a orientar as pr\u00e1ticas do fiel em seu dia a dia. Surge ent\u00e3o uma verdadeira transfigura\u00e7\u00e3o da alma humana.<\/p>\n<p>Ao proferir a leitura e o evangelho da Sagrada Escritura durante a missa, Deus, por meio de sua palavra, revela-se a seu povo, orientando-os a uma vida de retid\u00e3o pautada na miseric\u00f3rdia e santifica\u00e7\u00e3o da alma. Por isso, a escuta da Palavra de Deus durante a missa se faz de grande import\u00e2ncia para que aconte\u00e7a de fato o aprendizado da Sagrada Escritura, e, em consequ\u00eancia o reenvio para a miss\u00e3o de modo que o fiel possa dar testemunho de um Cristo vivo.<\/p>\n<p>Segundo o Diret\u00f3rio do minist\u00e9rio e da vida do Di\u00e1cono Permanente, concernente \u00e0 diaconia da Palavra, ensina-se que:<\/p>\n<p>[&#8230;] os di\u00e1conos devem preparar-se, antes de mais, com o estudo cuidadoso da Escritura, da Tradi\u00e7\u00e3o, da liturgia e da vida da Igreja. Al\u00e9m disso, na interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito sagrado, devem deixar-se guiar docilmente pelo Magist\u00e9rio daqueles que s\u00e3o testemunhas da verdade divina e cat\u00f3lica, o Romano Pont\u00edfice e os bispos em comunh\u00e3o com ele, de maneira a propor integralmente e fielmente o mist\u00e9rio de Cristo. \u00c9 necess\u00e1rio, enfim, que aprendam a comunicar a f\u00e9 ao homem moderno de maneira eficaz e integral, nas variadas situa\u00e7\u00f5es culturais e nas diversas etapas da vida (Diret\u00f3rio do Minist\u00e9rio e da Vida dos Di\u00e1conos Permanentes, 1998, p. 113).<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Direcionando-se ao diaconato, o Diret\u00f3rio apresenta que a Palavra de Deus se ensina, principalmente, por meio da proclama\u00e7\u00e3o, ou seja, por meio do magist\u00e9rio da f\u00e9 e de tudo que concerne ao reino celestial. Assim, incute-se aqui defender que o ensino da Sagrada Escritura se d\u00e1 por meio da comunica\u00e7\u00e3o, seja ela oral, escrita ou at\u00e9 mesmo por meio de gestos.<\/p>\n<p>Assim, o ensino da Palavra de Deus acontece de v\u00e1rias formas, principalmente durante a realiza\u00e7\u00e3o da Santa Missa, sobretudo na realiza\u00e7\u00e3o da homilia, com enfoque no discurso oral do sacerdote, \u00e9 o que ser\u00e1 discutido a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A HOMILIA NA SANTA MISSA: o ensino do sagrado a partir da oralidade<\/strong><\/p>\n<p>Para que se entenda o sentido da homilia, evoca-se aqui o pensamento de Carvalho (1993)<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, o qual elucida uma divis\u00e3o tricot\u00f4mico do constructo do termo homilia. O referido autor divide conceitual o termo homilia na dimens\u00e3o etimol\u00f3gica, ret\u00f3rica. Etimologicamente, o l\u00e9xico homilia vem do grego <em>he homilia<\/em>, que denota a reuni\u00e3o ou conversa familiar. Retoricamente, o mesmo termo remete o sentido do g\u00eanero envolvendo aspectos da orat\u00f3ria, de modo que tal a\u00e7\u00e3o fa\u00e7a uso de recursos mais simples e familiar, o que levanta uma oposi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do discurso propriamente dito. Liturgicamente, a partir da reforma conciliar, a homilia passou a integrar a liturgia da Palavra de Deus durante a missa.<\/p>\n<p>O termo homilia apresenta uma consider\u00e1vel import\u00e2ncia dentro da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica. Mesmo aparecendo por poucas vezes nos livros neotestament\u00e1rios, o termo evoca uma forte express\u00e3o que suscita a pr\u00e1tica do di\u00e1logo de Deus para com o seu povo, principalmente nos ritos da Santa Missa.<\/p>\n<p>Por homilia, entende-se o momento em que o sacerdote ou o di\u00e1cono, re\u00fane a assembleia para, por meio do discurso proferido, explanar acerca das leituras e do evangelho da Missa. Assim, \u201c\u00e9 fun\u00e7\u00e3o da homilia atualizar a Palavra de Deus, fazendo a liga\u00e7\u00e3o da Palavra escutada nas leituras e no evangelho com a vida e a celebra\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante que se procure mostrar a realiza\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus na pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor\u201d (CNBB, doc. 43, n. 276)<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 durante a homilia que o fiel, ao ouvir sobre os ensinamentos b\u00edblicos, d\u00e1 seu assentimento em resposta \u00e0 Palavra de Deus, que foi apresentada ao longo da Santa Missa. Trata-se de um momento de reflex\u00e3o que parte da observa\u00e7\u00e3o de determinadas passagens b\u00edblicas. Na Sagrada Escritura manifesta-se a sabedoria eterna para que os homens conhe\u00e7am a inef\u00e1vel bondade de Deus. \u00c9 o pr\u00f3prio Cristo que fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja. A palavra de Deus \u00e9 sustento e vida para a Igreja (Denzinger, 2007)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 por meio da oralidade que a homilia acontece. O sacerdote, ao proferir o discurso chama a aten\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is para si, para que haja a troca de informa\u00e7\u00f5es, de modo que o conhecimento sobre aquilo que est\u00e1 sendo proclamado seja alcan\u00e7ado. \u00c9 exatamente esse aprendizado por parte dos fi\u00e9is que vai causar fortes influ\u00eancias sobre suas vidas, isto \u00e9, sobre sua conduta, bem como seu modo de pensar.<\/p>\n<p>No entanto, para que se compreenda de fato o que est\u00e1 sendo proclamado durante a homilia, faz-se necess\u00e1rio que aconte\u00e7a efetivamente o processo de comunica\u00e7\u00e3o, de modo que o emissor entregue a mensagem compreens\u00edvel ao seu interlocutor. Assim, o emissor, na figura do sacerdote, entrega a mensagem, que \u00e9<\/p>\n<p>Palavra de Deus, por meio de um canal, nesse caso faz uso da voz, e da fala ao seu interlocutor, que \u00e9 composto pelos fi\u00e9is que frequentam a missa.<\/p>\n<p>V\u00ea-se que h\u00e1 todo um processo a ser percorrido, de modo que seja seriamente considerado. Para que se possa compreender o processo de comunica\u00e7\u00e3o, discutir-se-\u00e1 a seguir o pensamento de Jakobson acerca da comunica\u00e7\u00e3o. Ater-se-\u00e1 aos elementos emissor, mensagem, canal e receptor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PROCESSO DE COMUNICA\u00c7\u00c3O NA CONSTRU\u00c7\u00c3O DA APRENDIZAGEM: a fala como recurso <\/strong><\/p>\n<p>Considerando os aspectos f\u00f4nicos da comunica\u00e7\u00e3o, os tra\u00e7os distintivos, ou distintivos e sucessivos, inerentes \u00e0s caracter\u00edsticas do c\u00f3digo lingu\u00edstico, pode-se considerar que eles elucidam uma realidade bem presente na comunica\u00e7\u00e3o falada.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o dos signos lingu\u00edsticos que constroem a mensagem e que est\u00e1 na base da transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se faz de maneira arbitr\u00e1ria. A sele\u00e7\u00e3o, seja por parte do emissor seja por parte do receptor, \u00e9 resultado de escolhas que envolvem o destinat\u00e1rio do processo comunicacional, incluindo ainda sugest\u00f5es que permeiam o contexto, seja ele verbalizado ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Na esteira fon\u00e9tico-fonol\u00f3gica, ao considerar o n\u00edvel de fala, o emissor, sendo ele respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da mensagem, codifica-a, de modo que ele inclui entoa\u00e7\u00f5es, pausas e\/ou gestos para serem interpretados pelo receptor, que por sua vez, infere caracter\u00edsticas peculiares \u00e0 mensagem recebida. Assim, acontece os processos de comunica\u00e7\u00e3o entre os agentes interacionais.<\/p>\n<p>Para que o processo de comunica\u00e7\u00e3o de fato aconte\u00e7a, faz-se necess\u00e1rio a presen\u00e7a de elementos lingu\u00edsticos. Ressalta-se que dentro desse processo, tais elementos podem sofrer uma transforma\u00e7\u00e3o, considerando zona de perspectiva em uma performance sincr\u00f4nica e din\u00e2mica do discurso constru\u00eddo.<\/p>\n<p>Considerando a transmuta\u00e7\u00e3o do signo lingu\u00edstico no ato da comunica\u00e7\u00e3o, evoca-se as contribui\u00e7\u00f5es tanto da lingu\u00edstica quanto da comunica\u00e7\u00e3o, o que cai por terra a concep\u00e7\u00e3o tradicional de cunho est\u00e1tico. Para Jakobson (2007, p. 79):<\/p>\n<p>O c\u00f3digo convers\u00edvel da linguagem, com todas as suas flutua\u00e7\u00f5es de subc\u00f3digo e todas as mudan\u00e7as pelas quais sofre continuamente, precisa ser descrito de forma sistem\u00e1tica e conjunta pela lingu\u00edstica e pela teoria da comunica\u00e7\u00e3o. Uma vis\u00e3o abrangente da sincronia din\u00e2mica da linguagem, envolvendo coordenadas espa\u00e7o-temporais, deve substituir o modelo tradicional de descri\u00e7\u00f5es arbitrariamente limitadas ao aspecto est\u00e1tico.<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considerando o pensamento do referido autor, entende-se que o processo de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser analisado a partir de uma vis\u00e3o limitada que considera apenas a lingu\u00edstica ou apenas a \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o. A necessidade de uma an\u00e1lise interdisciplinar remonta um cen\u00e1rio discursivo que abrange aspectos lingu\u00edsticos e extralingu\u00edsticos.<\/p>\n<p>Jakobson (2007, p. 122) afirma que<\/p>\n<p>[&#8230;] a linguagem deve ser estudada em toda variedade de suas fun\u00e7\u00f5es [&#8230;] para se ter uma ideia geral dessas fun\u00e7\u00f5es, \u00e9 mister uma perspectiva sum\u00e1ria dos fatores constitutivos de todo processo lingu\u00edstico, de todo ato de comunica\u00e7\u00e3o verbal, que envolve fala e voz.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Assim, compreende-se que a estrutura de uma intelig\u00edvel comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia de uma orienta\u00e7\u00e3o que envolve um aspecto formal. \u00c9 a partir da an\u00e1lise desse aspecto formal que se analisa o processo comunicacional como um todo. Dessa forma, considera-se ent\u00e3o o contexto sem\u00e2ntico da comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Seguindo essas etapas, chega-se \u00e0 compreens\u00e3o acerca das fun\u00e7\u00f5es da linguagem, de modo a tecer uma an\u00e1lise sem\u00e2ntica da comunica\u00e7\u00e3o. Jakobson (2007) apresenta um modelo que ilustra o processo de comunica\u00e7\u00e3o da seguinte forma:<\/p>\n<p><strong>Figura 1 \u2013<\/strong> Modelo do Processo de Comunica\u00e7\u00e3o Proposto por Jakobson<\/p>\n<p>Fonte: Jakobson (2007, p. 123)<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>A estrutura proposta por Jakobson envolve dois sujeitos: remetente e destinat\u00e1rio. O primeiro \u00e9 respons\u00e1vel por codificar e enviar a mensagem. O segundo \u00e9 respons\u00e1vel por receber e descodificar a mensagem recebida. A mensagem corresponde a uma informa\u00e7\u00e3o que codificada e enviada, sendo ela constru\u00edda a partir de um contexto a qual se refere. Para que a mensagem seja elaborada, faz-se necess\u00e1rio sua codifica\u00e7\u00e3o, ou seja, a mensagem \u00e9 materializada no \u00e2mbito verbal ou n\u00e3o verbal. Por fim, para que a mensagem seja enviada, necessita-se de um canal para que ela seja entregue ao destinat\u00e1rio. Assim, consolida-se um esquema que apresenta uma rela\u00e7\u00e3o entre os elementos que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Neste estudo, ater-se-\u00e1 aos elementos remetente, destinat\u00e1rio e mensagem. Analisa-se aqui algumas altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala que interferem que a mensagem chegue na \u00edntegra at\u00e9 ao destinat\u00e1rio. No que tange \u00e0s altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala, considerou-se problemas inerentes a voz e articula\u00e7\u00e3o da fala do sacerdote na pr\u00e1tica da homilia durante a Santa Missa.<\/p>\n<p>Quanto aos problemas que comprometem a fala do sacerdote, elencou-se os mais recorrentes, a saber: incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3ria, pobre entona\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, baixa proje\u00e7\u00e3o vocal e inexpressividade facial. \u00c9 o que ser\u00e1 discutido a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PROCESSO DE COMUNICA\u00c7\u00c3O NA CONSTRU\u00c7\u00c3O DA APRENDIZAGEM: interfer\u00eancias na voz e na fala que comprometem o processo de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A voz faz parte de toda a nossa exist\u00eancia. Ao nascimento, ela se manifesta no choro e se encerra no \u00faltimo suspiro. O que leva a compreens\u00e3o de que ela \u00e9 algo inerente a todo e qualquer ser humano (Behlau, Pontes e Moreti, 2001)<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>. A comunica\u00e7\u00e3o ideal para os profissionais da voz, que tem como empenho principal na sua atua\u00e7\u00e3o passar credibilidade ao ouvinte, persuadir, ensinar no sentido de aprendizagem requer certos cuidados que contribuem para a potencializa\u00e7\u00e3o da voz durante o seu uso.<\/p>\n<p>Faz-se substancial entender pelo menos de modo gen\u00e9rico a anatomia e fisiologia do processo da comunica\u00e7\u00e3o humana. Nesse contexto h\u00e1 duas categorias de teorias que tem dominado grande parte da literatura no que se refere a produ\u00e7\u00e3o vocal. Uma dessas teorias faz refer\u00eancia como as pregas vocais s\u00e3o colocadas em vibra\u00e7\u00e3o em primeiro lugar, e o outro como as pregas vocais giram em torno do modo como a frequ\u00eancia fundamental \u00e9 gerada pelas pregas vocais. A frequ\u00eancia fundamental refere-se ao n\u00famero de ciclos com que a mucosa das pregas vocais vibra em um segundo. Na voz falada, oscila entre 100 Hz a 150 Hz no sexo masculino, gerando uma voz mais grave, e no sexo feminino a frequ\u00eancia da onda sonora fica entre 200 Hz a 300 Hz, promovendo uma voz aguda (Nishizawa <em>et al<\/em>.1988).<\/p>\n<p>A teoria mioel\u00e1stica-aerodin\u00e2mica foi proposta pela primeira vez por (Johannes Muller,1843), argumentando que as pregas vocais est\u00e3o sujeitas a princ\u00edpios aerodin\u00e2micos e f\u00edsicos bem definidos. Elas compress\u00edveis e el\u00e1sticas s\u00e3o colocadas em vibra\u00e7\u00e3o pela corrente de ar dos pulm\u00f5es e da traqueia. A traqueia faz a liga\u00e7\u00e3o entre o pulm\u00e3o e a laringe, respons\u00e1vel pelo fluxo da corrente a\u00e9rea pulmonar fundamental para o processo fonat\u00f3rio. Ressalta-se que a frequ\u00eancia e a vibra\u00e7\u00e3o dependem do seu comprimento com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tens\u00e3o e a massa.<\/p>\n<p>O modo de frequ\u00eancia e de vibra\u00e7\u00e3o dependem das propriedades do muco, mucosa, tecido conjuntivo e tecido muscular. Os limites das pregas vocais s\u00e3o regulados pela delicada intera\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos intr\u00ednsecos da laringe. Segundo Van den Berg (1958)<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>, um dos estudiosos que teve grandes contribui\u00e7\u00f5es para melhor compreens\u00e3o dessa teoria aerodin\u00e2mica-mioel\u00e1stica, sendo a teoria mais aceita e difundida para a fona\u00e7\u00e3o humana. De acordo com essa teoria o processo da produ\u00e7\u00e3o vocal, depende do sistema respirat\u00f3rio, quando ocorre a inspira\u00e7\u00e3o esse ar \u00e9 armazenado pelo pulm\u00e3o e na expira\u00e7\u00e3o essa corrente de ar \u00e9 respons\u00e1vel para que ocorra a fona\u00e7\u00e3o. Ademais a voz humana \u00e9 produzida na laringe, por um tubo que fica no pesco\u00e7o. Dentro desse tubo, h\u00e1 duas dobras de m\u00fasculos e mucosa, nas quais est\u00e3o localizadas as pregas vocais. A titulo de conhecimento as pregas vocais s\u00e3o as respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de sons nos seres humanos e em algumas esp\u00e9cies de animais como o cachorro.<\/p>\n<p>As pregas vocais t\u00eam a respira\u00e7\u00e3o como um combust\u00edvel imprescind\u00edvel para uma agrad\u00e1vel voz, uma vez que com a ajuda do ar que sai dos pulm\u00f5es elas vibram produzindo som durante a expira\u00e7\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos da laringe. Esse som vai se modificando na faringe, cavidade bucal, nasal e seios da face, partes constituintes da caixa de resson\u00e2ncia, respons\u00e1vel por amplificar o som, o qual \u00e9 chamado de proje\u00e7\u00e3o vocal.<\/p>\n<p>J\u00e1 na articula\u00e7\u00e3o, que nada mais \u00e9 do que a fala, e \u00e9 produzida por uma motricidade regulada pelos \u00f3rg\u00e3os fonoarticulat\u00f3rios, tendo como principais articuladores a l\u00edngua, a boca e os l\u00e1bios. Logo, percebe-se que voz e fala s\u00e3o interdependentes e ao mesmo tempo dependentes, uma vez que o sujeito pode ter uma boa voz, por\u00e9m, n\u00e3o se comunicar bem por ter uma fala com altera\u00e7\u00f5es tais como: articula\u00e7\u00e3o imprecisa, uma fala indiferenciada, disflu\u00eancia (gagueira), transtorno de fala e at\u00e9 mesmo um d\u00e9ficit auditivo pode comprometer a comunica\u00e7\u00e3o\u00a0 como um todo.<\/p>\n<p>Os profissionais da voz podem ter altera\u00e7\u00f5es vocais em qualquer a\u00e9rea. Aqui \u00e9 importante fazer ressalvas \u2013 sequer todos os profissionais da voz ter\u00e3o problemas de voz, pois, depender\u00e1 como ele usa sua voz durante sua demanda vocal. Deve-se analisar se evita o uso abusivo da voz, isto \u00e9, usar a voz durante uma grande demanda de tempo sem os devidos cuidados. A voz e a fala s\u00e3o os principais meios de comunica\u00e7\u00e3o utilizados pelo ser humano. No entanto, \u00e9 importante frisar esse distintivo de voz profissional e de voz para uma vida cotidiana que n\u00e3o envolvem grande demanda vocal. Para os profissionais da voz exige um maior volume de ar pulmonar durante a expira\u00e7\u00e3o que \u00e9 quando ocorre o processo da fona\u00e7\u00e3o, que ao falar usa-se a boca como ferramenta principal, envolvendo v\u00e1rios outros aspectos como a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o do diafragma, da musculatura abdominal e\u00a0\u00a0 m\u00fasculos intercostais internos. Por isso sempre \u00e9 aconselh\u00e1vel que os profissionais da voz suscitem uma respira\u00e7\u00e3o diafragm\u00e1tica. J\u00e1 as pessoas que n\u00e3o fazem uso da voz profissionalmente usam o nariz para o sistema respirat\u00f3rio. Fica entendido que ao falar \u00e9 a boca que est\u00e1 em evidencia e no sil\u00eancio \u00e9 o nariz que tem fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3rio, alertando para os respiradores orais que respiram pela boca sendo mal\u00e9fico para a sa\u00fade como um todo.<\/p>\n<p>Atendo-se ao objeto analisado neste estudo, cita-se como bom exemplo, um padre com n\u00f3dulos vocais, ou uma fenda que vai afetar a din\u00e2mica da produ\u00e7\u00e3o vocal, isto \u00e9, n\u00e3o ocorrer\u00e1 um fechamento total durante a vibra\u00e7\u00e3o das pregas vocais, e haver\u00e1 escape de ar, com isso afetando o processo normal da fona\u00e7\u00e3o. \u00a0Portanto, ele poder\u00e1 ter uma \u00f3tima articula\u00e7\u00e3o, mas sua comunica\u00e7\u00e3o vai estar comprometida pelo fato de no momento de sua homilia, ocorrer aspectos vocais negativos que comprometem seu discurso.<\/p>\n<p>No ato da sua fala, o padre pode apresentar fadiga vocal, quebra de sonoridade, grande esfor\u00e7o vocal, rouquid\u00e3o, uma voz com menos volume ou menor varia\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica, dentre outras altera\u00e7\u00f5es. Tudo isso o impedir\u00e1 de uma homilia que determine seu pleno objetivo. Para Willard R. Zemlin (2000)<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>, a produ\u00e7\u00e3o dos sons da fala, est\u00e3o intimamente associadas as partes do corpo: os pulm\u00f5es, a traqueia, a laringe, as cavidades nasais e a cavidade oral (boca).<\/p>\n<p>Para uma melhor abordagem do que \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o na homilia durante a Santa Missa, assunto que \u00e9 a centralidade desse artigo, considera-se que ela n\u00e3o envolve apenas a voz, mas todo um sistema fonat\u00f3rio. Entre tantas facetas de habilidades vocais e de fala, cita-se as mais recorrentes:<\/p>\n<ul>\n<li>Incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3ria \u2013 corresponde \u00e0 falta de equil\u00edbrio entre a coordena\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o da fala ou canto, o que gera desconforto na comunica\u00e7\u00e3o, promove cansa\u00e7o ao falar, pigarro, garganta seca, ardor na garganta, sensa\u00e7\u00e3o de corpo estranho na garganta, baixa resist\u00eancia vocal, rouquid\u00e3o e uma fala com pouca inteligibilidade.<\/li>\n<li>Pobre entona\u00e7\u00e3o &#8211; entonar bem \u00e9 falar no tom certo, como o contexto comunicativo exige, usando cada palavra, cada silaba, cada frase, numa melodia, decorrente do pr\u00f3prio significado do seu enunciado, de acordo com a linguagem, se expressando com sentimento para cada a\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Articula\u00e7\u00e3o imprecisa, \u00e9 um padr\u00e3o articulat\u00f3rio com aus\u00eancia de exatid\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o das palavras, ou seja, \u00e9 como se houvesse uma \u00b4\u00b4falta de vontade\u00b4\u00b4 para pronunciar os sons, e ficam distorcidos, e a fala fica inintelig\u00edvel, tamb\u00e9m a articula\u00e7\u00e3o indiferenciada: \u00e9 a chamada articula\u00e7\u00e3o do b\u00eabado, entre outras.<\/li>\n<li>Inexpressividade facial, a express\u00e3o facial revela nossos sentimentos e nossas inten\u00e7\u00f5es, denotando quando estamos tristes, desanimados, assustados, tensos, entre outros. Ademais uma face inexpressiva interfere de modo negativo na comunica\u00e7\u00e3o como um todo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Considerado a reincid\u00eancia de tais problemas durante o uso da voz por profissionais, faz-se necess\u00e1rio uma discuss\u00e3o expl\u00edcita para que seja entendido como amenizar tais impactos na voz. Como exemplo das poss\u00edveis consequ\u00eancias desses problemas sobre o processo de comunica\u00e7\u00e3o, pode-se apontar a situa\u00e7\u00e3o em que um professor que apresenta algumas dessas altera\u00e7\u00f5es durante suas aulas, ele\u00a0\u00a0 acarretar\u00e1 grande preju\u00edzo aos alunos, pelo fato de n\u00e3o ocorrer o aprendizado, j\u00e1 que sua comunica\u00e7\u00e3o foi ineficaz.<\/p>\n<p>\u00c9 importante enfatizar que o sacerdote \u00e9 visto como um profissional da voz, e \u00e9 de fundamental relev\u00e2ncia ter os devidos cuidados com a sua voz, promovendo a higiene vocal. A voz tamb\u00e9m envelhece e vem a presbifonia. Para manter uma voz saud\u00e1vel, faz-se necess\u00e1rio cuidados. Mas quais seriam esses cuidados?<\/p>\n<p>Considera-se aqui que a higiene vocal, \u00e9 essencial e protege as t\u00e3o delicadas pregas vocais. No entanto, a fonoaudiologia oferece algumas poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es, as quais dependem do acompanhamento de um profissional competente no assunto voz. A higiene vocal envolve v\u00e1rios aspectos na prote\u00e7\u00e3o da voz: a hidrata\u00e7\u00e3o (beber em m\u00e9dia 2 litros de \u00e1gua por dia), evitar o fumo, o \u00e1lcool e as drogas em geral, ter uma boa alimenta\u00e7\u00e3o, esquivar-se do excesso de gorduras, condimentos, derivados de leite, chocolate e caf\u00e9 (antes de usar a voz em grande demanda), relaxamento e descanso proporcionando uma noite bem dormida, n\u00e3o pigarrear, porque agride as pregas vocais, fazer aquecimento e desaquecimento antes e ap\u00f3s o uso vocal, dentre outros cuidados, contribuem para a sa\u00fade vocal. \u00a0Todavia esteja atento aos primeiros sintomas de altera\u00e7\u00e3o vocal, como ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudan\u00e7a de tom, pigarro e rouquid\u00e3o, procure um fonoaudi\u00f3logo ou um m\u00e9dico otorrinolaringologista.<\/p>\n<p>Em reuni\u00f5es e forma\u00e7\u00f5es de cunho religiosos, a problem\u00e1tica tamb\u00e9m se apresenta em algumas situa\u00e7\u00f5es, quando, ao fazer uso da voz, o sacerdote discursa acerca da Palavra de Deus, concernente ao momento da homilia durante a Santa Missa. A incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3ria, bem como a pobre entona\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, baixa proje\u00e7\u00e3o vocal e inexpressividade facial, comprometem o entendimento por parte dos fi\u00e9is que est\u00e3o ouvindo o ensinamento da Sagrada Escritura. Logo, a aprendizagem acerca da Palavra de Deus n\u00e3o acontece de forma proveitosa, uma vez que n\u00e3o se entende por completo a mensagem que o sacerdote profere.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala na comunica\u00e7\u00e3o de sacerdotes durante a homilia na Santa Missa s\u00e3o recorrentes. N\u00e3o se faz muito esfor\u00e7o para identificar serm\u00f5es quando apresentam dificuldades de entendimento por parte da assembleia. Alguns sacerdotes, por apresentarem fadiga vocal e altera\u00e7\u00f5es de fala, proclamam suas homilias em tom baixo, palavras mal articuladas, inexpress\u00e3o facial, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, e baixa proje\u00e7\u00e3o vocal.<\/p>\n<p>Diante de situa\u00e7\u00f5es como essas, o fiel n\u00e3o recebe a mensagem proclamada durante a homilia como deveria receber. Assim, o aprendizado da Palavra de Deus n\u00e3o \u00e9 fixado, uma vez que n\u00e3o ocorre uma escuta eficaz por conta das altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 mencionadas.<\/p>\n<p>Diante de tal situa\u00e7\u00e3o, a fonoaudiologia aponta algumas poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para cada altera\u00e7\u00e3o. Antes do uso da voz para praticar a homilia, o sacerdote precisa entender que a voz carece de cuidados. Deve-se evitar o abuso vocal ou o uso incorreto da voz, que acabam por propiciar essas altera\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis sobrevindo uma comunica\u00e7\u00e3o ineficaz, desgastando e tornando enfadonha a comunidade de fi\u00e9is durante suas celebra\u00e7\u00f5es e em especial a sua homilia.<\/p>\n<p>\u00c9 pontualmente a falta de conhecimentos e conscientiza\u00e7\u00e3o de que a voz \u00e9 um instrumento de trabalho t\u00e3o essencial para seu oficio, que \u00e9 frequente encontrar profissionais desinteressados de compreender a fisiologia da voz e como cuidar bem dela, protegendo-as de todas essas altera\u00e7\u00f5es que geralmente podem ser evitadas. Ressalvo que o mau uso vocal pode levar a altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, como por exemplo, n\u00f3dulos vocais.<\/p>\n<p>Quando j\u00e1 instalado o problema que comprometem a voz a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar um profissional capacitado cientifica e tecnicamente, no caso o fonoaudi\u00f3logo, que \u00e9 preparado para solucionar ou minimizar os riscos e os problemas vocais, da comunica\u00e7\u00e3o em geral, como tamb\u00e9m a fala que \u00e9 parte fundamental do processo comunicativo. No primeiro momento, o profissional da voz e da comunica\u00e7\u00e3o como um todo, que no caso deste estudo, atem-se ao sacerdote, passar\u00e1 por uma soberana avalia\u00e7\u00e3o e em seguida ser\u00e1 montado o processo terap\u00eautico, que depender\u00e1 das altera\u00e7\u00f5es de cada pessoa.<\/p>\n<p>Em suma, \u00e9 extremamente importante uma voz com visibilidade comunicativa, que requer uma voz confi\u00e1vel, marcante, viva e din\u00e2mica na apar\u00eancia, na sonoridade, e na expressividade para todos aqueles que usam a voz profissionalmente. \u00c9 fulcral que os profissionais da voz tenham conhecimentos de como usar sua comunica\u00e7\u00e3o na sua fun\u00e7\u00e3o e do t\u00e3o importante \u201cequil\u00edbrio corpo &#8211; voz para o seu desempenho vocal como profissional da voz\u201d (Ferreira, L\u00e9slie e Costa, 2000, p. 178)<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>. Nem todos os profissionais da voz ter\u00e3o essas altera\u00e7\u00f5es vocais, uma vez que diferem de cada sujeito que vai depender de como conduzem sua comunica\u00e7\u00e3o no seu oficio profissional.<\/p>\n<p>Desse modo, a higiene vocal se faz supremo para uma voz harmonizada e intelig\u00edvel na comunica\u00e7\u00e3o. A higiene vocal consiste em normas b\u00e1sicas que auxiliam a preservar a sa\u00fade vocal e a prevenir o aparecimento de altera\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as, auxiliando ao entendimento de quais s\u00e3o os inimigos de uma boa voz, ou seja, os h\u00e1bitos delet\u00e9rios que prejudicam a voz colocando em risco a sa\u00fade vocal.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo \u00e9 preciso ter coragem e determina\u00e7\u00e3o para sair do seu comodismo e buscar um aperfei\u00e7oamento vocal com um fonoaudi\u00f3logo, protegendo, assim, a integridade das suas pregas vocais e em consequ\u00eancia valorizando a comunica\u00e7\u00e3o. Assim, a comunica\u00e7\u00e3o por parte dos profissionais da voz, sobretudo do sacerdote em sua homilia durante a Santa Missa, acontecer\u00e1 de forma eficiente, de modo que os ouvintes entender\u00e3o o que est\u00e1 sendo informado\/ensinado durante a celebra\u00e7\u00e3o. Evidencio que a fala tamb\u00e9m se faz crucial para uma eficaz comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS <\/strong><\/p>\n<p>Este artigo buscou analisar o processo de comunica\u00e7\u00e3o durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na orat\u00f3ria do sacerdote ao proclamar seu serm\u00e3o que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interfer\u00eancias mais recorrentes na orat\u00f3ria do sacerdote durante a homilia na Santa Missa?<\/p>\n<p>A partir de pondera\u00e7\u00f5es apontadas por estudos j\u00e1 realizados, ressaltou-se neste artigo que o ensino da Palavra de Deus acontece de v\u00e1rias formas, principalmente durante a realiza\u00e7\u00e3o da Santa Missa, sobretudo na realiza\u00e7\u00e3o da homilia, com enfoque no discurso oral do sacerdote.<\/p>\n<p>No entanto, para que se compreenda de fato o que est\u00e1 sendo ministrado durante a homilia, faz-se necess\u00e1rio que aconte\u00e7a efetivamente o processo de comunica\u00e7\u00e3o, de modo que o emissor entregue a mensagem sem altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala ao seu interlocutor. Assim, o emissor, na figura do sacerdote, entrega a mensagem, que \u00e9 Palavra de Deus, por meio de um canal, nesse caso faz uso da voz, e da fala ao seu interlocutor, que \u00e9 composto pelos fi\u00e9is que frequentam a Santa Missa.<\/p>\n<p>Ao analisar o processo de comunica\u00e7\u00e3o que ocorre durante a homilia na Santa Missa, fez-se poss\u00edvel aproxim\u00e1-lo com o modelo de comunica\u00e7\u00e3o proposto por Jakobson, em que se tem dois sujeitos: remetente e destinat\u00e1rio. O primeiro \u00e9 respons\u00e1vel por codificar e enviar a mensagem. O segundo \u00e9 respons\u00e1vel por receber e descodificar a mensagem recebida. A mensagem corresponde a uma informa\u00e7\u00e3o que codificada e enviada, sendo ela constru\u00edda a partir de um contexto a qual se refere. Para que a mensagem seja elaborada, faz-se necess\u00e1rio sua codifica\u00e7\u00e3o, ou seja, a mensagem \u00e9 materializada no \u00e2mbito verbal ou n\u00e3o verbal. Por fim, para que a mensagem seja enviada, necessita-se de um canal para que ela seja entregue ao destinat\u00e1rio. Assim, consolida-se um esquema que apresenta uma rela\u00e7\u00e3o entre os elementos que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Com este estudo, fez-se poss\u00edvel chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que a maioria das altera\u00e7\u00f5es vocais e de fala que comprometem a compreens\u00e3o da mensagem que o sacerdote est\u00e1 proferindo correspondem \u00e0 incoordena\u00e7\u00e3o pneumofonoarticulat\u00f3ria, pobre entona\u00e7\u00e3o, articula\u00e7\u00e3o imprecisa, baixa proje\u00e7\u00e3o vocal e inexpressividade facial. Estas altera\u00e7\u00f5es decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequ\u00eancia da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados m\u00ednimos com a voz.<\/p>\n<p>A autora aproveita o ensejo para relatar que ministra forma\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias cidades brasileiras, sobre o processo e aspectos verbais e n\u00e3o verbais da comunica\u00e7\u00e3o, para seminaristas tanto da Filosofia como da Teologia, e \u00e9 vis\u00edvel o olhar deles de admira\u00e7\u00e3o e questionamentos quanto ao processo comunicativo. \u00c9 not\u00e1vel que uma boa parte deles n\u00e3o tem o conhecimento t\u00e9cnico e menos ainda, a conscientiza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de uma comunica\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para seu oficio sacerdotal. Aqui registro um questionamento: n\u00e3o seria de grande valia que o semin\u00e1rio tivesse um profissional da fonoaudiologia pelo menos no \u00faltimo ano de Teologia para conscientiza\u00e7\u00e3o e aprimoramento da comunica\u00e7\u00e3o oral dos futuros padres?<\/p>\n<p>N\u00e3o foi e nem seria cab\u00edvel o estudo propor o esgotamento da tem\u00e1tica aqui trabalhada. Esta discuss\u00e3o suscita a necessidade de outras discuss\u00f5es que se debrucem a compreender mais a fundo o processo de comunica\u00e7\u00e3o na Santa Missa, de modo a se pensar criticamente como se d\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o da mensagem durante a celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>BEHLAU Mara, MORETI, Felipe e PONTES, Paulo. <strong>Higiene vocal<\/strong>: Cuidando da Voz. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.<\/p>\n<p>BERG, J. Van den. Myoelasticaerodynamic theory of voice production. <strong>Journal of Speech and Hearing Research<\/strong>, Vol.1, 1958, p. 227- 244.<\/p>\n<p>B\u00cdBLIA. <strong>Sagrada B\u00edblia Cat\u00f3lica:<\/strong> Antigo e Novo Testamentos. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Sim\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Sociedade B\u00edblica de Aparecida, 2008.<\/p>\n<p>CARVALHO, Dirce de. <strong>Homilia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Paulinas, 1993.<\/p>\n<p>CONC\u00cdLIO ECUM\u00caNICO VATICANO II, 1962-1965, Cidade do Vaticano. Dei Verbum (DV): Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica sobre a Revela\u00e7\u00e3o Divina. In: <strong>Documentos do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II<\/strong>.\u00a0 2.\u00a0 ed.\u00a0 S\u00e3o Paulo:\u00a0 Paulus, 2002.<\/p>\n<p>CONFER\u00caNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. <strong>Anima\u00e7\u00e3o da vida lit\u00fargica no Brasil<\/strong>. Doc. 43, n. 276-277.<\/p>\n<p>CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA O CLERO. <strong>Diret\u00f3rio do minist\u00e9rio e da vida dos di\u00e1conos permanentes<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1998. (Documento 157).<\/p>\n<p>DENZINGER, Heinrich. <strong>Comp\u00eandio dos s\u00edmbolos, defini\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es de f\u00e9 e moral. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Paulinas, Edicoes Loyola, 2007.<\/p>\n<p>FERREIRA, L\u00e9slie Piccolotto; COSTA, Henrique Olival. <strong>Voz profissional:<\/strong> falando sobre o profissional da Voz. S\u00e3o Paulo: Rocal Ltda, 2000.<\/p>\n<p>JAKOBSON, Roman. Lingu\u00edstica e Po\u00e9tica. In: JAKOBSON, Roman. <strong>Lingu\u00edstica e comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Cultrix, 2007.<\/p>\n<p>ZEMLIN, Willard R.\u00a0<strong>Princ\u00edpios de anatomia e fisiologia em fonoaudiologia<\/strong>. Artes M\u00e9dicas Sul, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Aluna do curso de especializa\u00e7\u00e3o em Liturgia pela Escola Arquidiocesana de Liturgia Mons. Lu\u00eds Soares de Melo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Orientador.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> CONC\u00cdLIO ECUM\u00caNICO VATICANO II, 1962-1965, Cidade do Vaticano. Dei Verbum (DV): Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica sobre a Revela\u00e7\u00e3o Divina. In: <strong>Documentos do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II<\/strong>.\u00a0 2.\u00a0 ed.\u00a0 S\u00e3o Paulo:\u00a0 Paulus, 2002,<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> B\u00cdBLIA. <strong>Sagrada B\u00edblia Cat\u00f3lica:<\/strong> Antigo e Novo Testamentos. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Sim\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Sociedade B\u00edblica de Aparecida, 2008.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Idem.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Idem.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA O CLERO. <strong>Diret\u00f3rio do minist\u00e9rio e da vida dos di\u00e1conos permanentes<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1998. (Documento 157).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> CARVALHO, Dirce de. <strong>Homilia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Paulinas, 1993.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> CONFER\u00caNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. <strong>Anima\u00e7\u00e3o da vida lit\u00fargica no Brasil<\/strong>. Doc. 43, n. 276-277.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> DENZINGER, Heinrich. <strong>Comp\u00eandio dos s\u00edmbolos, defini\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es de f\u00e9 e moral. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Paulinas, Edicoes Loyola, 2007.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> JAKOBSON, Roman. Lingu\u00edstica e Po\u00e9tica. In: JAKOBSON, Roman. <strong>Lingu\u00edstica e comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Cultrix, 2007.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Idem.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Op. Cit.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> BEHLAU Mara, MORETI, Felipe e PONTES, Paulo. <strong>Higiene vocal<\/strong>: Cuidando da Voz. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> BERG, J. Van den. Myoelasticaerodynamic theory of voice production. <strong>Journal of Speech and Hearing Research<\/strong>, Vol.1, 1958, p. 227- 244.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> ZEMLIN, Willard R.\u00a0<strong>Princ\u00edpios de anatomia e fisiologia em fonoaudiologia<\/strong>. Artes M\u00e9dicas Sul, 2000.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> FERREIRA, L\u00e9slie Piccolotto; COSTA, Henrique Olival. <strong>Voz profissional:<\/strong> falando sobre o profissional da Voz. S\u00e3o Paulo: Rocal Ltda, 2000.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE LITURGIA MONS. 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